Dói Demais; Lázaro
Dói demais quando se percebe
Que mesmo em meio tantos se
Está só
Dói demais quando se descobre
Que os de perto não te amam
Dói demais quando tudo
Que um dia construímos vira pó
E um vento impiedoso
Meu Deus, de repente leva tudo.
Me consolo, em teus braços
No teu colo eu me rendo
Dói demais quando a gente ama
E o preço é o amargo da
Ingratidão
E a Mao que era amiga
Meu Deus, lança espinhos na tua
Face
Dói demais, dói profundo
Ver os lábios de um santo lançar
Maldições
E apesar de eu estar ferido
Meu Deus, clamo a ti misericórdia.
Me consolo, em teus braços
No teu colo eu me rendo





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