Pastor Caio Fábio Condenado a Prisão – Dossiê Cayman

Não teve jeito mesmo, apesar de todas as negativas do Pastor Caio Fábio ele acaba de ser condenado pela Justiça Eleitoral a quatro anos de prisão pelo seu envolvimento no “dossiê Cayman”, que veio à tona durante as eleições presidenciais de 1998 numa tentativa de incriminação dos principais nomes do PSDB.

Dossiê Cayman

O Dossiê Cayman foi um documento criado com o objetivo de atribuir crimes supostamente inexistentes a políticos e candidatos do PSDB nas eleições brasileiras de 1998[3]. O dossiê atribuía a prática de elisão fiscal aos tucanos Fernando Henrique Cardoso (que se candidatava à reeleição para presidente), Mário Covas (reeleição para governador de São Paulo), José Serra e Sérgio Motta.

Envolvimento de Caio Fábio no Dossiê

Caio Fábio D’Araújo Filho, na época, um grande líder de prestígio em face ao mundo secular e cristão, foi acusado pela Polícia Federal de ser o principal intermediador do esquema. Processado por calúnia pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, o pastor só se viu livre das acusações em 2005, inocentado pelo depoimento de Eduardo Jorge, ex-secretário de governo de FHC.

Caio Fábio D’araujo Filho revelou recentemente (ver www.caiofabio.com) numa entrevista “Caio Fábio Conta Tudo”, que teve conhecimento do tal Dossiê pela ex-senadora Benedita da Silva e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eles foram quem incentivaram o então reverendo da Igreja Presbiteriana a tentar negociar uma cópia do documento forjado para tentar vencer as eleições de 1998, prejudicando o PSDB, e principalmente seu candidato à presidencia, Fernando Henrique Cardoso.

Investigação

A investigação do dossiê Cayman contou com a participação da polícia federal norte-americana, o FBI. Até agora, o único condenado foi o Pastor Caio Fábio, que é acusado de ser o mentor do dossiê. Como os documentos foram considerados falsos pela Justiça, Caio foi condenado por crime de calúnia, com o agravante de ter envolvido o nome do Presidente da República à época, Fernando Henrique Cardoso.

Em sua versão, Caio Fábio nega que tenha elaborado o dossiê. A Juíza Léa Maria Barreiros Duarte afirmou na sentença, que o Pastor preparou todo o dossiê em Miami, com um grupo de empresários, na tentativa de vender as falsas denúncias aos adversários do PSDB.

Na matéria divulgada pela Folha hoje, há a informação de que no inquérito, foram colhidos os depoimentos de políticos como José Dirceu, Marta Suplicy, Benedita da Silva, Ciro Gomes, Paulo Maluf, Leonel Brizola, além do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos e do ex-presidente Lula.

Em seu depoimento, o ex-presidente Lula admitiu ter tido encontros com o Pastor Caio Fábio, para tratar do assunto. Á época, Lula solicitou que Márcio Thomas Bastos, seu advogado na ocasião, checasse os dados nos documentos, e ao constatar serem falsos, descartou a compra do dossiê.

Na época, o caso foi denunciado também pelo jornal Folha de S. Paulo, e trazia informações detalhadas sobre as acusações, que mencionavam depósitos de 368 milhões de dólares em contas ligadas aos políticos do PSDB. Esse dinheiro, supostamente seriam propinas recebidas através do processo de privatização do sistema de telecomunicações brasileiro.

Os principais acusados de corrupção no dossiê eram o então Governador de São Paulo, Mário Covas, o Presidente da República, FHC, o então ministro das Telecomunicações, Sérgio Motta, além de José Serra, que estava licenciado de seu cargo de Senador para ocupar a cadeira de Ministro da Saúde.

“Nunca vou mudar minha versão. Não tenho nada mais a falar do caso”. Com essa afirmação, Caio Fábio negou novamente o envolvimento no caso, garantindo estar tranquilo a respeito da condenação: “Tenho a consciência absolutamente tranquila. Não estou nem um pouco preocupado com isso”. Seu advogado, Edi Varela, entrou com recurso contra a condenação.

Caio Fábio e o Sucesso

Durante os anos 80, Caio Fábio foi um preletor requisitado, participando de congressos evangélicos, com o Congresso Ibero-Americano de Missões em 1986, Congresso de Evangelismo na União Soviética em 1990, no 1º Congresso Nacional da AEVB (no livro A Igreja Evangélica na Virada do Milênio, contém as palestras proferidas naquele congresso) entre outros.

Na época, foram 30 livros e 76 conferências publicados, que na qual venderam 5 milhões de exemplares, que doava 90% dos direitos autorais para organização não-governamental VINDE. Em 1994, em gesto polêmico, passou a embolsar a totalidade do dinheiro ganho em livros e conferências. Em declaração à revista Veja em 1999, justificou: “Meus filhos estavam crescendo e tinham novas necessidades.

No início dos anos 90, passou a ser respeitado por autoridades, intelectuais e artistas brasileiros. Entre eles estavam o teólogo Leonardo Boff, o político Anthony Garotinho, o humorista Chico Anysio, o escritor Paulo Coelho; líderes políticos de esquerda Lula (presidente de honra do PT) e Leonel Brizola (presidente do PDT) e o ex-governador Ciro Gomes.

2 respostas a Pastor Caio Fábio Condenado a Prisão – Dossiê Cayman

  1. Diogo Silva Cavalcanti disse:

    A vida de um homem consagrado ao Ministério Evangélico deve ser cercada de cuidados. Claro que a prática política não deve ser descartada de sua existência, contudo, ao tratar de envolvimentos, seja para ajudar ou participar diretamente de qualquer processo, quer eleitoral ou meramente ideológico precisa está sedimentado na ética cristã, antes mesmo da ética secular. O nosso caminho é o da verdade, pois ela é libertadora. Na vida secular a base é “os fins justificam os meios” no evangelho é “Amai ao próximo como a ti mesmo” Devo dizer que respeito a trajetória do respeitável Reverendo Caio Fábio e creio ser ele um homem de Deus orarei para que sua vida seja santificada para honra e glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que a paz seja com todos.

    • orlando disse:

      OLA irmão Diogo Silva Cavalcanti, Paz seja contigo ! conheci esse varão valoroso no inicio dos anos 80 e vi e o ouvi pregar seu testemunho de conversão na ABI na igreja maranata do pastor Paulo Brito. Era eu um bebezinho na fé e fiquei impressionadissimo com seu testemunho eloquente, e muito me edificou. E mesmo depois do acidente de percurso que ele sofreu, como davi sofreu e, como qualquer servo de Deus está sujeito a sofrer, eu ainda tenho uma paixão pela sua alma, embora exista ainda um choro no âmago das profundezas do meu ser, uma dor secreta, pelas perdas que ele teve que só na eternidade saberemos quais foram,mas nunca perdi o respeito pela sua pessoa, como homem de Deus. Creio que Deus o perdoou !! um grande abraço amigo e irmão Diogo, te amo !

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