Ortodoxia; G. K. Chesterton – Livro

Ortodoxia; G. K. Chesterton

Ortodoxia; G. K. Chesterton

O marco do pensamento cristão do século XX

  • Certa vez um jornalista perguntou a G. K. Chesterton (foto) qual o único livro que gostaria de ter caso fosse parar numa ilha deserta. Após uma pequena pausa, Chesterton respondeu: “Já sei: Guia prático para a construção de navios”.
  • O estereótipo do “gordo alegre” o descrevia perfeitamente. Chesterton, que pesava em torno de 140 quilos, apelava para o humor quando debatia publicamente com os agnósticos e ateus da época, mais notavelmente com o dramaturgo George Bernard Shaw. (Imagine que nessa época um debate sobre a fé era capaz de encher um auditório.)
  • Chesterton normalmente chegava atrasado, ajustava os óculos pincenê para perscrutar suas anotações rabiscadas num punhado de papéis e passava a entreter o público, rindo alto das próprias graças e piadas. Bufando sob o amplo bigode, com os olhos cintilantes, defendia conceitos “reacionários” como o pecado original e o julgamento final. Quase sempre ganhava o público com o seu charme arrasador e celebrava levando o oponente vencido ao pub mais próximo. Certa vez seu contemporâneo Franz Kafka comentou: “Ele é tão alegre que parece ter encontrado o próprio Deus!”

Numa época em que a Europa dava os primeiros passos para tornar-se uma sociedade pós-cristã, um intelectual de grosso calibre, cansado do cinismo reinante e do fascínio despertado por novas idéias, resgata o núcleo da fé cristã como arcabouço suficiente para dar sentido à existência humana.

  • Ao contar sua jornada espiritual, G. K. Chesterton faz saber à intelligentsia européia da primeira metade do século XX que o socialismo, o relativismo, o materialismo e o ceticismo estavam longe de responder às questões existenciais mais profundas. E quando questionado sobre as aparentes contradições da fé cristã, Chesterton era um mestre em valer-se do paradoxo para apresentar a simplicidade do senso comum.

Seu jeito despojado, seu estilo incisivo e a facilidade de rir de si mesmo tornaram célebres seus debates com intelectuais da época, como George Bernard Shaw, H.G. Wells, Bertrand Russell e Clarence Darrow. Fotos em Ordem Esqueda/Direita

Ortodoxia; George BernardOrtodoxia; H. G. Wells Ortodoxia;Bertrand RusselOrtodoxia; Clarence Darrow

Dono de uma pena arguta, sutil e envolvente, Gilbert Keith Chesterton deixou marcas inesquecíveis em mestres da literatura como Hemingway, Borges, García Márquez e T. S. Eliot. Como se não bastasse, seus textos influenciaram decisivamente líderes de movimentos de libertação como Michael Collins (Irlanda), Mahatma Gandhi (Índia) e Martin Luther King (Estados Unidos).

Um jornal londrino promoveu extenso debate entre Chesterton e Robert Blatchford, editor de um periódico socialista. O resultado desse embate foi a publicação de Ortodoxia e de várias outras obras de apologética cristã. Quando Blatchford citava as razões pelas quais não conseguia aceitar o cristianismo, Chesterton sempre respondia com uma refutação vigorosa e bem-humorada, que acabava virando de ponta cabeça os argumentos do oponente: “Se eu oferecesse todas as minhas razões para ser cristão, a grande maioria seria exatamente as razões que o senhor Blatchford daria para não o ser”.

Chesterton reconhecia que a igreja não representava bem o evangelho. Dizia que o comportamento lamentável dos cristãos gerava de fato o argumento mais forte contra o cristianismo. Os cristãos são prova cabal daquilo que a Bíblia ensina sobre a Queda. Certa vez o jornal London Times pediu a alguns escritores que respondessem à pergunta: “O que há de errado com o mundo?”. Chesterton enviou a resposta mais sucinta:

Eu.

Atenciosamente,

G. K. Chesterton. Trecho do Livro

Ortodoxia; G. K. Chesterton - Livro

  • Cem anos depois, Ortodoxia é um clássico da literatura que merece (e deve) ser revisitado.

Opiniões de Pensadores

  • “Chesterton (1874-1936) faz neste livro uma autobiografia espiritual, em que o núcleo da crença cristã se apresenta como suficiente arcabouço para conferir sentido à existência humana.” O Estado de São Paulo
  • “Um século depois de sua aparição, o livro mantém todo o seu frescor e novidade.” Marcelo Coelho (Folha de São Paulo)
  • “Um verdadeiro ‘tour de force’, em termos de inteligência e de humor.” Moacyr Scliar (Folha de São Paulo)
  • “Publicado em 1909, Ortodoxia é a melhor síntese de seu pensamento sobre a religião.” Revista Veja
  • “Leiam, por amor à inteligência, Ortodoxia, que acaba de ser relançado pela editora Mundo Cristão.” Reinaldo Azevedo
  • “Uma eloqüente apologia do cristianismo contra as filosofias e doutrinas do início do século XX.” O Globo
  • “O ensaísmo de Chesterton me atrai por sua arte argumentativa.” Daniel Piza (O Estado de São Paulo)

Mais Sobre o Autor:

Nascido em Londres, no ano de 1874, Chesterton era daqueles sujeitos que não conseguem passar despercebido aonde quer que estejam. A irreverência, o bom-humor e a eloqüência, associados a dois metros e nove centímetros de altura e a um peso médio de 140 quilos, transformavam qualquer ambiente; quer uma festa de aniversário infantil ou um acalorado debate com Bertrand Russel.

Chesterton era uma “máquina” intelectual. Escreveu mais de 4.000 artigos para jornais. Não bastasse a infinidade de artigos, escreveu mais de 100 livros e aproximadamente 200 contos, quase todos ditados para sua secretária. Destacam-se ainda as biografias sobre Tomás de Aquino e Francisco de Assis, além do livro O homem que foi quinta-feira (The Man Who Was Thursday) e a série de livros ficcionais que contam as peripécias protagonizadas pelo personagem Padre Brown.

Ortodoxia; G. K. Chesterton

  • Sua obra literária é tão versátil quanto marcante. Além de Ortodoxia, em que expõe os pilares da fé cristã, Chesterton escreveu Everlasting Man [O homem eterno], obra responsável por levar um jovem ateu, C. S. Lewis, ao cristianismo. Também é atribuída a Chesterton, decisiva influência na vida de líderes de movimentos de libertação como Michael Collins (Irlanda), Mahatma Gandhi (Índia) e Martin Luther King (Estados Unidos).

  • Chesterton era extremamente consciente de sua fé. Mesmo quando tachado de retrógrado, não se intimidava em defender o ideário cristão e opunha-se, sem pedir licença, ao encantamento que o socialismo, o relativismo, o materialismo e o ceticismo despertavam na intelligentsia européia da primeira metade do século XX.

Gilbert Keith Chesterton faleceu em 14 de junho de 1936, em sua residência, na cidade de Beaconsfield (Reino Unido), ao lado de sua esposa Frances Blogg, deixando marcas inesquecíveis em mestres da literatura como Ernest Hemingway, Graham Greene, Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Marshall McLuhan, Dorothy L. Sayers, Agatha Christie, Orson Welles e T. S. Eliot, que certa feita afirmou: “Chesterton merece o direito perpétuo a nossa lealdade”.

Código: 10575
ISBN: 978-85-7325-505-8
Páginas: 264
Tamanho: 14×21
Categoria: Teologia
Ano: 2008

Fonte: Editora Mundo Cristão

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