Ricardo Gondim: Orgasmo Pedófilo, Massacre Judeu, e União Homo afetiva e Gays

Entrevista Onde Ricardo Gondim diz que Deus Não é Soberano. Acima no Titúlo São alguns dos Temas trabalhados por Gondim nessa Entrevista. A Entrevista com Ricardo Gondim, Jornal o Povo. Ricardo Gondim, Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Ministério Betesda, vem sendo alvo de severas criticas por parte do colegiado cristão. Também pudera, o pastor vem trazendo declarações surpreendentes nos últimos dias.

Caio Fábio de sua TV emitiu alguns posicionamentos em face as variações doutrinarias que o pastor Ricardo Gondim vem enfrentado, diga-se de passagem, declarações literalmente bem pensadas, com vocábulos perfeitos e poeticamente administrados.

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No entanto, para alguns o acumulo de poesias e posicionamentos contrários vem saturando e causando dissidências entre os fiéis, uma vez que até mesmo dentro de sua denominação, pastores vem abandonando seu ministério (Betesda); como aconteceu com o pastor Edney Melo, da Igreja Betesda de Fortaleza (CE) comunicou seu desligamento com a igreja de Ricardo Gondim por diversas divergências de pensamento, acerca de temas como a volta de Jesus, a ressurreição e também sobre a posição da igreja sobre aceitar casais homossexuais e ainda pedir aos pastores que façam aconselhamento de casais como se fossem casais heterossexuais.

Agora em entrevista ao Jornal o Povo Ricardo Gondim se surpreendeu ainda mais. Ao contrariar a soberania de Deus, Gondim diz que se Deus tem o controle absoluto de todas as coisas, até o orgasmo, o gozo do pedófilo, ou os horrores de Auschwitz (um dos mais conhecidos campos de concentração nazista) estão na conta de Deus, sob a alegativa de que Ele é soberano.

Gondim ainda disse que sua leitura da Bíblia é a partir de Jesus Cristo, que é um Deus de amor, e não de Deus títere, que é responsável por chacinas, atrocidades, limpezas étnicas. Para ler a entrevista completa, abaixo:

O senhor causou polêmica ao defender publicamente a regulamentação de uniões homoafetivas no Brasil. O senhor mantém esse pensamento?

Ricardo Gondim – Não é uma questão de pensamento. É uma questão de lógica e eu repito o que disse. Em um estado laico, a lei não pode marginalizar ou distinguir homens ou mulheres que se declarem homoafetivos. Há que se entender que num estado laico não podemos confundir teologia, convicções pessoais, com o ordenamento de leis de um país.

Não podemos impor preceitos religiosos para toda a sociedade civil. Se os preceitos são meus, você tem o direito de não adotá-los. Foi assim que me posicionei sobre essa questão do STF, que, a meu ver, agiu corretamente garantindo o direito de um segmento de nossa sociedade.

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Além do posicionamento a favor da regulamentação de uniões homoafetivas, há outros pontos polêmicos em declarações recentes suas. Uma das críticas que setores evangélicos fazem ao senhor diz respeito à sua opinião sobre a soberania Divina. Eles dizem que o senhor passou a pregar que Deus não é soberano.

O que acontece é que eu descarto a teologia que se difundiu sobre a soberania de Deus. Por essa teologia, Deus tem o controle absoluto de todas as coisas. E as pessoas não estão dispostas a entender que o corolário desse pensamento, o que dele decorre, é que até o orgasmo, o gozo do pedófilo, ou os horrores de Auschwitz (um dos mais conhecidos campos de concentração nazista) estão na conta de Deus, sob a alegativa de que Ele é soberano.

Se as pessoas estão dispostas a entender assim, esse Deus é um monstro, não um Deus de amor. A minha leitura da Bíblia é a partir de Jesus Cristo, que é um Deus de amor, e não de Deus títere, que é responsável por chacinas, atrocidades, limpezas étnicas. A história segue não porque Deus a controla, a história segue porque somos personagens livres e nos comportamos com desobediência à vontade de Deus.

É por isso que existem a miséria, os crimes, a exclusão. Porque Sua vontade é contrariada. As pessoas não estão dispostas a lidar com esses conceitos, preferem se amparar na Soberania, que nos rouba a nossa responsabilidade na história.

Recentemente, o senhor publicou no seu site o artigo Deus nos livre de um Brasil evangélico, onde demonstra o seu temor que o segmento chamado Movimento Evangélico chegue ao poder no Brasil e aponta uma série de razões para isso. Como esse artigo foi recebido?

Foi muito mal recebido. Porque há, sim, um segmento no Brasil, que se auto-denomina Movimento Evangélico, que difunde a ideia de que se os evangélicos se multiplicarem no País, se houver um número suficiente para dominar a política, as leis, se chegarem ao poder, o Brasil será um País melhor. Isso é um ledo engano. O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico. Porque esse crescimento não significa por si só o crescimento dos valores do Reino de Deus, que são a justiça, a inclusão que dos que estão à margem, o amor. Esses valores não são prioridade para o Movimento Evangélico. Até porque, o número crescente de evangélicos também estará absorvendo outros valores como a cobiça, a injustiça social, o desejo de crescimento financeiro e de poder. Esta última tentativa de interferência no ordenamento do STF é um exemplo desse projeto de poder.

O senhor se refere à votação da regulamentação das uniões homoafetivas?

Sim. Eles ficaram numa campanha interna, enviando mensagens pressionando os ministros para que votassem contrários à união homoafetiva. E ficavam conclamando seus fieis para fazer o mesmo. Isso em um estado laico é um absurdo. A mesma coisa está acontecendo agora no Congresso Nacional.

O senhor fala da atuação da bancada evangélica na suspensão, por parte do Governo Federal, da distribuição do kit anti-homofobia nas escolas?

Exatamente. Falo de uma das maiores aberrações éticas que já surgiu neste País nos últimos tempos. Em nome de blindar um ministro que está suspeito de enriquecimento ilícito, que está tendo que explicar o aumento meteórico de seu patrimônio, negociou-se a questão do kit anti-homofobia. Isso mostra do que esta bancada, que se diz evangélica, que diz representar os evangélicos, está disposta a negociar. Em nome desse projeto de poder que eu falei anteriormente, negociou-se um projeto de grande valor para esse País. Isso é lamentável, completamente lamentável.

O senhor encontra ressonância para esse tipo de discurso na comunidade evangélica ou sua fala – assim como o pensamento por ela representado – é dissonante?

Ricardo – Não é dissonante, de maneira nenhuma. Existe um grande grupo que concorda com esse pensamento e que caminha nessa linha. Embora eu esteja em baixo de grande percepção por conta de grupos intolerantes e fundamentalistas, tenho me surpreendido com o número de evangélicos que me dizem para continuar.

O senhor se arrepende de ter se manifestado publicamente sobre essas questões?

Ricardo – Não. Absolutamente. Eu continuo repetindo o que disse. As minhas convicções não são intempestivas, são frutos de amadurecimento teológico. O estado é laico, e é importante que se mantenha assim. Num estado laico todos os grupos são protegidos, até os religiosos.

 

Até!

6 respostas a “Ricardo Gondim: Orgasmo Pedófilo, Massacre Judeu, e União Homo afetiva e Gays”

  1. realmente a letra mata,tenho pena de vc ricardo gondim porque o meu Deus e soberano sim,e nao obriga ninguem a servi-lo e vc deveria esta conduzindo as ovelhas a Deus e nao ao inferno.creio na biblia e no Deus de amor.JESUS ESTA VOLTANDO E MUITOS SE LEVANTARAO CONTRA DEUS MAIS A BIBLIA DIZ QUE AQUELE QUE PERMANECER FIEL ATE FIM

    1. Não observei nada de mais ou contrario a Biblia nas declarações do Pr Ricardo.
      Sera q esse tal arivalny leu toda a matéria??

      … Tenho pena das pessoas que não tem a letra, e por esse motivo nada entendem, ou acham que entendem algo a ponto de julgalo.

    2. os sinais mostram os fins dos tempos, e o cumprimento da Palavra de Deus.
      também fico triste quando tomo conhecimento de vidas que serviram a Deus de maneira tão abençoada como Ricardo Gondim e agora ouço as estapafúrdias colocações dele, que contradizem em tudo, o que apregoa o nosso Jesus a respeito de uma vida de santidade, sem a qual, ninguém verá a Deus. Que o Senhor nos ajude a prosseguir firmes nos propósitos Cristãos, para sermos encontrados irrepreensíveis. Ou seja: lutando contra o pecado, todos os dias. No mais: Maranata., na paz daqu’Ele que É, que Era e que Há de vir.

  2. QUERIDO PR RICARDO GONDIM
    NOS MOMENTOS MAIS DIFICEIS DE MINHA VIDA; APRENDI TANTO
    COM SUAS MENSAGENS INTELIGENTES SÁBIAS E EDIFICANTES E QUERO
    LHE DIZER QUE O POVO EVANG. NÃO TEM SABEDORIA E DISCERNIMENTO
    PARA ENTENDER CERTAS COISAS; O EVANG. É SIMPLES E SE RESUME EM
    JESUS SALVA ..CURA…BATIZA COM O ESPIRITO SANTO E EM BREVE VOLTARÁ;
    GLÓRIA A JESUS……. O RESTO É RESTO….E NÃO DEVEMOS NOS ENVOLVER

  3. Sou um dos mais aficionados pelas leituras e mensagens da Palavra de Deus, além de respeitar todas as posições apresentadas pelo Pr. Ricardo Gondin. O Grande Problema dessas afirmações foi que ele não explicou de forma clara em relação as suas posições, dentre elas, destaco :
    1- Sobre o Tsunami, ao afirmar “ Deus não estava no CONTROLE …” É fato que DEUS não estava no Controle ! Pois Deus só intervém, quando for para prevalecer sua SOBERANA Vontade! Se não for assim, nenhum Justo morreria, nem qualquer Injusto prevaleceria. É OBVIO que Deus TEM TODO O CONTROLE, mas só iria intervir se EU ou Você estivéssemos orando e clamando por aquelas NAÇÕES ! Se não fosse assim, Deus não insistiria com Jonas a Profetizar ARREPENDIMENTO a Nínive, enviaria anjos, ou mesmo destruiria a todos. Deus em qualquer situação tem AMOR por toda a humanidade!
    2- Ao afirmar que: “ Sou sim favorável ao casamento GAY…” Eu entendo que ele colocou uma posição MAIS MORAL que RELIGIOSA. Por que , segundo a lei dos homens, todos tem o mesmo direito , inclusive ao casamento! O que difere, é que ele não definiu a diferença entre o CASAMENTO e a relação HOMOAFETIVA ( homem e Mulher).Pois ele priorizou , em suas considerações,os anseios da minoria, daqueles que sofrem perseguições e , em nome do AMOR, consigam a aprovação da Sociedade, inclusive de DEUS. Vale lembrar que Deus consentiu em dar a Carta de divórcio aos homens ( segunda a lei), pela DUREZA de seus corações, mesmo não sendo a vontade do PAI.
    O que eu vejo e entendo do Ricardo Gondin é que ele está tentando realmente polemizar, forçando que os VERDADEIROS FIÉIS venham a REFLETIR na Palavra, através de sua opinião. E não fiquem apenas com as considerações da Maioria ( Líderes Evangélicos) que vem a público apresentar críticas simplórias da Palavra usando ele como “ o cara da vez”, com objetivo de demonstrar espiritualidade aos fiés.

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