Trechos da Carta de Wellington Menezes Mostrados no Fantástico, Globo

É impressionante como um aglomerado de informações pode perturbar a mente de um jovem. Wellington Menezes faz referencias infundadas sobre uma série de religiões. Islã, Judaísmo e até mesmo o cristianismo fazem parte do esmo causado na mente do garoto. Não pelas religiões em si – Mas pela fragilidade psíquica, bem como a vulnerabilidade emocional de alguém que fez o país sangrar.

O Fantástico de ontem abordou uma série de eventos co-relacionados ao garoto de realengo. Imagens que foram feitas pela polícia na casa de Wellington na quinta-feira da tragédia, bem como parte da segunda carta deixada pelo assassino.

Nas cartas, especialmente na ultima, ele distorce a realidade e tenta fugir da responsabilidade do crime bárbaro que cometeu.

  • “Quero deixar claro que não sou o responsável por todas as mortes que ocorrerão, embora meus dedos serão responsáveis por puxar o gatilho”.
  • “Cada vez que virem alguém se aproveitando da bondade ou da inocência de um ser, lembrem-se que esse tipo de pessoa foi responsável por todas essas mortes, inclusive a minha”.
  • “Muitas vezes aconteceu comigo de ser agredido por um grupo, e todos os que estavam por perto debochavam, se divertiam com as humilhações que eu sofria, sem se importar com meus sentimentos”.

Wellington cita casos bárbaros cometidos por assassinos em série como se fossem verdadeiros facilitadores, heróis, proeminentes. Casos como o de Chu Seng-hui, que em 2007 matou 32 pessoas na universidade Virgínia Tech, nos Estados Unidos, são aplaudidos por Wllington.

  • “Me parece que ele estava sofrendo de uma doença mental grave que é esquizofrenia, um tipo de psicose. O indivíduo se sente perseguido. Ele elabora idéias de grandeza. Ele veste um personagem. É como se ele fosse fazer uma novela e passasse a achar que ele é aquele personagem que ele está interpretando, e não sai mais do personagem”, explica o psiquiatra Talvane de Moraes.
  • “Andava com uma calça aqui no alto, um sapato com a meia no meio da canela e a blusa por dentro e uma pasta embaixo do braço. Não era nem mochila, como criança anda normal”, conta a estudante Virna Pereira.

Os maus-tratos aconteceram aconteceu em 2001. Naquele ano, em 11 de setembro, o maior ataque terrorista de todos os tempos virou obsessão para Wellington.

Em depoimentos prestados à polícia, a irmã de criação e os dois filhos dela disseram que, depois do atentado às Torres Gêmeas, Wellington dizia que iria fazer o mesmo no Cristo Redentor e que era adepto de Bin Laden, o chefe do grupo terrorista responsável pelo atentado de Nova York.

Também em depoimento, o barbeiro de Wellington contou que, em uma conversa, o rapaz defendeu o terrorismo, dizendo: “às vezes, inocente morre mesmo”.

  • “Parece-me que, em uma ocasião na escola, houve uma avaliação de um psicólogo. Achou que ele estava um pouco desligado dali da escola e conversou com minha mãe. E minha mãe começou a levá-lo ao psicólogo, tratar dele. Mas, quando ele fez 17 anos, ele não quis mais ir ao psicólogo”, conta o irmão de Wellington.

Nas imagens da casa onde o assassino em série viveu nos últimos oito meses, muitos indícios da doença que poderia ter sido controlada com remédios. “A palavra esquizofrenia quer dizer isso: cisão e divisão da mente. É como se fossem duas pessoas estranhas convivendo no mesmo corpo”, explica o psiquiatra Talvane de Moraes.

A sujeira do ambiente contrasta com a organização de uma estranha rotina, pregada na parede em forma de agenda. Tudo foi registrado: o que comia e a que horas, a dieta à base de ovos, as cascas deixadas pela casa, os exercícios físicos que fazia.

  • “precisei destruir alguns bens para proteger a integridade do meu fornecedor. Precisava ter certeza.” “Tudo que o Brasil inteiro está vivenciando, o sentimento de pena, de compaixão, de dor, de insatisfação com a morte das crianças que estavam na escola estudando, para ele isso não influenciou de jeito nenhum. Ele foi cumprir a missão que ele estabeleceu mentalmente pela doença e foi até o fim, inclusive com a ideia já que ia morrer”, aponta o psiquiatra Talvane de Moraes.

Wellington, ao trabalhar, no refeitório, comia sozinho. Nunca participava das conversas e jogos. Quando a mãe dele morreu, a produtividade de Wellington caiu. “A empresa, vendo que não estava mais atendendo às suas necessidades, ia fazer o seu desligamento, mas ele mesmo por si só pediu sua demissão e foi embora”, lembra o gerente de produção Roosevelt Berto.

  • “Ele se isolou muito na internet e possuía, inclusive, muitos contatos e muitos amigos na internet”, conta a delegada Helen Sardenberg.

Foi no isolamento que ele criou um mundo de delírios se criou um assassino. Foi no isolamento que ele criou um mundo de delírios em que pareceu acreditar que, de alguma forma, seria visto como herói, um mártir digno de pena.

Lamento, dor e Misericordia!

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